Trechos inéditos da GQ Magazine com Beyoncé; confira
Beyoncé é capa da edição de fevereiro da revista.
Publicação liberou trechos inéditos da entrevista com a cantora.
A edição de fevereiro da GQ Magazine traz Beyoncé na capa. As imagens e o artigo original você confere clicando aqui.
Nesta terça-feira (22) a revista liberou alguns trechos do artigo que ficaram de fora da publicação. Leia abaixo.
Sobre os rumores de falsa gravidez: “Eu senti como se tivesse que proteger minha mãe [Tina], porque quando as pessoas fizeram o rumor mais bobo sobre eu não estar grávida, ela estava lá quando eu passei por essas coisas, e minha irmã [Solange]. Elas foram muito, muito defensivas. Não é pessoal para mim, isto vem com o trabalho, mas a falta de respeito das pessoas vai muito longe, às vezes.”
Sobre dar à luz sua filha Blue Ivy Carter: “Quando eu dei à luz, foi a primeira vez que eu me rendi. E isso me ensinou como é incrível deixar isso acontecer. Dar à luz me fez perceber o poder de ser uma mulher. Eu tenho tão mais substância na minha vida. E expressando essa emoção e essa sensualidade e a conexão que eu tenho com meu marido — Eu estou muito mais confortável com isso agora. Na verdade, eu sinto como se minha filha tivesse me apresentado a mim mesma.”
Sobre seu relacionamento com o marido Jay-Z: “Eu era independente antes de conhecer meu marido, e nós tivemos uma química natural e uma relação verdadeira, e essa é baseada nas coisas que um relacionamento supostamente deve se basear. Eu já vi, conforme fui crescendo, quando uma mulher ou homem em um relacionamento – não importa qual dos dois – não se sentem confiantes, eles se sentem presos. Sua vida vale a pena se for determinada por você. Você não tem que depender de alguém falando para você quem você é.”
Sobre Destiny’s Child: “Os membros do Destiny’s Child eram minha família, e ainda são minha família. Diferente de artistas que começaram em carreira solo, minha fundação é estar em um grupo e estar com outras mulheres que precisavam umas das outras demais. Quero dizer, é harmonia. E nós éramos super unidas. Poderíamos entrar em qualquer lugar e sequer dar o tom uma para a outra e, ainda sim, cantar em perfeita hamornia. Isso me arrepiava. Então, essa união, essa irmandade, é como eu cresci.”
Extras:
Ed Burke, diretor visual de Beyoncé e co-diretor do documentário da cantora, sabe precisamente quando sua chefe percebeu que precisava exercer mais controle sobre seu reino. Foi em 2005, ele diz, quando a MTV registrou muitas imagens dela, mas depois não a deixaram usá-las. “Antigamente, a MTV costumava fazer todas as filmagens de bastidores de vídeo clipes. Eles faziam e usavam como quisessem.” Mas quando Beyoncé pediu para usar as imagens para fins próprios, a MTV disse que “ela deveria pagar. Ela insistiu, ‘Mas é a minha imagem.’ Foi assim que tudo começou.”
Beyoncé contratou Burke, um britânico que estudou para ser professor, não um cineasta, como um cinegrafista de tempo integral. No início, ele não estava totalmente certo sobre o que ela queria que ele fizesse. “Eu sempre me lembrarei de quando eu estava sentado no banco de trás do carro, filmando, e Bey e Angie, sua prima, estavam no banco da frente, conversando sobre a vida, e Bey olhou para trás e disse ‘Oh, você não precisa filmar isso.’ E eu disse ‘Bem, como vou saber se isso será bom?’ E Angie riu e falou ‘Ele tem um ponto’ A partir daí, o acesso tem sido incrível, de modo que todas as facetas de sua vida eu filmei.”
Deste modo que funciona agora: Se a MTV ou o Access Hollywood ou qualquer um que queira alguma filmagem de Beyoncé e ela acha que seja uma boa ideia, Burke filma e os empresta. “Todos ganham,” diz Burke. “Eles possuem melhor acesso, isso que dizemos a eles, porque eu estou no camarim, um lugar onde eles jamais estariam,” ele completa. Mas Beyoncé é a dona das filmagens. O mesmo acontece com as fotografias.
Michael Lombardo, presidente de programação da HBO, conta que quando os representantes de Beyoncé chegaram até ele e contaram que ela seria a co-diretora, “a primeira resposta para mim mesmo foi, ‘Okay, isso não soa como algo que normalmente faríamos. Parece um pouco como algo que será fofinho,’” relembra Michael. “Temos uma longa história na HBO com o mundo dos documentários e o mundo da música, e a noção de qualquer pessoa responsável por escolhas editoriais em uma história sobre si mesmo é algo que eu abordo com um grau de cinismo.” Mas após ele assistir o filme de 90 minutos, ele diz, “Eu fiquei em transe. Não consegui tirar isso da minha cabeça.”
Foi confuso, ele admite, porque o que Beyoncé criou não era um filme sobre um show como Lady Gaga fez em 2011 com sua turnê Monster Ball e nem um documentário contundente com os defeitos e tudo mais. “É um pouco disso, mas não completamente isso,” diz Lombardo. “Você sente a luta de alguém que tem procurado encontrar a parte dela a qual ela pode revelar ao público. Aquela vulnerabilidade de alguém procurando por um lugar confortável onde eles desejam ser mais do que uma imagem que tem nos alimentado. Fiquei muito comovido com isso. Sim, é um jogo de marca, um jogo de imagem. Este pode ser o tipo mais astuto de auto-embalagem que já vimos. Mas eu desafio qualquer pessoa a sintonizar e desligar a televisão.”