Lançamento surpresa de Beyoncé é objeto de estudo em Harvard
Estudantes da Harvard Business School analisam a estratégia.
Álbum da cantora foi lançado de surpresa em 2013.
Em parceria com a Apple, em dezembro do ano passado, Beyoncé lançou, de surpresa, seu último álbum, auto-intitulado. O lançamento foi uma grande aposta da Parkwood Entertainment, empresa que gerencia a carreira de Beyoncé, e da Columbia Records, que correram o risco de lançar o projeto sem alarde prévio. Por fim, o álbum, aclamado pela crítica, estreou em primeiro lugar e vendeu mais de 600.000 cópias em seus primeiros três dias.
Um novo estudo da Harvard Business School (HBS), a ser publicado na próxima semana, analisou o que levou a cantora a optar por essa estratégia, as condições prevalecentes no mercado da música, os obstáculos enfrentados, bem como as muitas decisões difíceis que Beyoncé e sua equipe enfrentaram durante esse processo. Com insights de altos executivos da Parkwood Entertainment, Columbia Records, Facebook e Apple, o estudo da HBS pede aos alunos de MBA para decidir o que eles teriam feito se estivessem trabalhando para Beyoncé.
"Ela está claramente entre as pessoas mais poderosas na indústria da música no momento, então compreender o trabalho por trás de uma figura tão poderosa é sempre muito interessante", disse Anita Elberse, professora de Administração de Empresas na HBS que co-escreveu o estudo do caso com um ex-aluno, Stacie Smith.
Elberse estuda estratégias de marketing no entretenimento, na mídia e na indústria do esporte. Ela diz que o lançamento não convencional do álbum e a posição exercida por Beyoncé ao tomar conta de seus próprios negócios apresentam uma série de dilemas instrutivos para os estudantes de MBA. Elberse vai ensinar o caso em seu curso de "Marketing Estratégico em Indústrias Criativas" no início do próximo mês. "Por exemplo, como é que eles mantêm isso em segredo por tanto tempo? É muito surpreendente que eles conseguiram fazer isso. "
O lançamento foi promovido por Beyoncé pelo desejo de fazer uma declaração artística através de uma obra completa, não apenas por 3½ minutos de um single, disse Elberse. "Eles poderiam ter feito suas vidas muito mais fáceis por simplesmente optar por um lançamento convencional."